terça-feira, 6 de julho de 2010
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“- É como se houvesse uma ligação, eles voam de um lado ao outro e pousam num mesmo local.” Um bando de pássaros que se via indo embora pelo grande céu, indo não se sabe onde, mas iam juntos, milhares deles. Até parecia existir um pássaro guia que comandava tal viagem, até o local que escolheria ou de certa já saberia onde pousar. “- Porque os outros apenas seguem? Existe mesmo um guia nesse bando?”
Quero Voar. Sim, eu poderia, mas não seria voar de verdade. Apenas estaria sendo carregado contra a força da gravidade, sentado e amarrado aos cintos, dentro de qualquer grande avião.
“- Voar seria possuir asas. Mas eu não possuo. (Uma questão de ciência) Contento-me com meus pequenos saltos alcançados nesta vida.” Costumo julgar-me mais hoje. Se desejo destacar-me em um “bando” devo julgar-me em primeiro, antes de apontar o dedo a qualquer um. Bem que se acaso eu fosse um pássaro, não faria parte de um bando. (Pensei). Gostaria de voar ao céu sozinho, talvez na companhia de um pássaro especial, talvez na companhia de outras espécies de pássaros, eu não serviria de guia, vivo em transe, gosto do diferente, e a cada dia eu me encontro em novos horizontes, novos caminhos, novos Céus. “-Pousaria onde me sentiria melhor.”